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TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - A completa restauração dos ensinamentos de Cristo.

Atualizado: 7 de abr.

Uma religião com nove milhões de evangelizadores em 240 países. Cerca de 120.000 congregações (igrejas). Seis milhões de estudos bíblicos gratuitos realizados.


Convenção Testemunhas de Jeová - Cracóvia Polônia - 2018 - Crédito Wikimedia
Convenção Testemunhas de Jeová - Cracóvia Polônia - 2018 - Crédito Wikimedia

Seus fiéis são famosos pela evangelização porta-a-porta, distribuindo publicações como "A sentinela" e "Despertai". É quase certo que a maioria das residências de grandes e médias cidades brasileiras já tenham recebido a visita de seus fiéis, pelo menos uma vez.

Crédito: Wikimedia
Crédito: Wikimedia

É uma religião cristã. Crêem em Jeová, o verdadeiro Deus. Acreditam na salvação. O sacrifício de Jesus Cristo libertou todos as pessoas do pecado, porém, a salvação depende da fé e do batismo de cada um. Defendem a morte como o fim da vida, acreditando na Ressurreição. Seus fundamentos são não-trinitários, ou seja, não se crê na Santíssima Trindade. Não adoram a cruz e nem qualquer outra imagem física.


Evangelizadores na saída do Museu Britânico. 2017. Crédito: Wikimedia
Evangelizadores na saída do Museu Britânico. 2017. Crédito: Wikimedia

Julgam que as igrejas e religiões cristãs tradicionais se afastaram dos ensinamentos bíblicos e não estão em harmonia com Deus. Definem a sociedade secular como moralmente inadequada. Seu principal fundamento é acreditar e seguir tão somente o que está escrito na Bíblia, sem interpretações feitas por líderes religiosos e sem agregações de conceitos, eventos e festividades, muitas vezes populares, porém sem fundamentação bíblica.


Consideram Abel, segundo filho de Adão e Eva, como o primeiro representante na linhagem das Testemunhas de Jeová. No Novo Testamento, Abel é citado como um modelo de mártir que sofreu por sua fé e pelas suas justas obras. (Mateus 23:35; Lucas 11:51 e Hebreus 11:4).

"A história de Caim e Abel". Ilustração contida no Cartão Bíblico da Providence Lithograph Company. Crédito: Wikimedia
"A história de Caim e Abel". Ilustração contida no Cartão Bíblico da Providence Lithograph Company. Crédito: Wikimedia

Organizam-se em congregações supervisionadas por anciãos, pessoas com grande conhecimento dos fundamentos da religião. Seus gestores não possuem salários. Não cobram dízimos e nem fazem coletas em reuniões e cultos. As contribuições voluntárias são aceitas e devem ser colocadas em caixas coletoras específicas.


Sua história


Sua origem remonta aofinal da década de 1870 em Allgheny, hoje parte de Pittsburg, Pensilvânia nos EUA. Charles Russel tinha fundado o grupo "Estudantes da Bíblia" e conduziu a divulgação de sua obra evangélica a todo mundo. Faleceu em 1916. Após sua morte ocorre disputas para condução da fundação Torre de Vigia, por ele inaugurada em 1881. Joseph Franklin Rutherford, com muitas discordâncias, se firmou como gestor da fundação, e, em 1931, instituiu o nome de Testemunhas de Jeová. Em 1992 a fundação publica o livro "Testemunhas de Jeová - Proclamadores do Reino de Deus" como principal relato da história do movimento.

Crédito: Wikimedia
Crédito: Wikimedia

Uma religião restauracionista


Conhecido também como primitivismo cristão, o restauracionismo é uma postura que crê que o cristianismo histórico abandonou pontos importantes demonstrado por Jesus Cristo e seus apóstolos. Assim pensam os anabatistas, os mórmons, os espíritas. Mas, as Testemunhas de Jeová consideram em suas crenças, o mais completo conjunto de elementos a serem restaurados. Nestas conjecturas, adota-se as seguintes práticas:


  • maior ênfase no uso do nome de Deus ( YHWH ), chamando-o de Jeová;

  • rejeitam a crença que Jesus Cristo faz parte da trindade anunciada pela Igreja Católica (Pai, Filho, Espírito Santo). Porém, consideram Cristo como um ser divino que está sentado à direita do Pai;

  • rejeição ao conceito de inferno de fogo como lugar de tormento eterno;

  • estrita neutralidade nos assuntos políticos. Os fiéis não votam;

  • abstinência de guerra. Crêem que um cristão não deve pegar em armas e nem matar o seu próximo;

  • adolescentes homens não prestam serviço militar e não fazem o juramento à bandeira. As forças armadas brasileiras, visando contornar esta atitude de fé, impõe a eles prestações de serviços públicos comunitários;

  • recusam a transfusão de sangue. Tanto o Velho quanto o Novo Testamento, claramente ordenam abstenção de sangue. Para compensar, investem em estudos alternativos que já demonstraram sucesso;

  • não crêem que a ciência seja capaz de resolver todas as dúvidas. Reconhecem que ela traz benefícios à sociedade. Aceitam as descobertas baseadas em evidências;

  • não adoram a cruz e nem outras imagens;

  • não comemoram o Natal, pois Cristo não citou este evento. O Natal é visto como uma festa pagã.

Kingdom Hall of Jehovah's Witnesses, 174 Learoyd Road, Willawong, 2022
Kingdom Hall of Jehovah's Witnesses, 174 Learoyd Road, Willawong, 2022

Oficialmente, segundo o censo brasileiro de 2010, o Brasil possui 1,4 milhão de fiéis. Hoje, estima-se por volta de 1,7 milhões. (Vamos aguardar o resultado do censo de 2022). São cerca de 12.000 congregações que fielmente procuram restaurar aqueles conceitos que originaram a fé cristã.


Como a fé é curiosa...


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