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SÃO LONGUINHO E OS TRÊS PULINHOS. Achei São Longuinho!, Achei São Longuinho!, Achei São Longuinho!....

Se você perdeu algum objeto e não consegue encontrá-lo, recorra a São Longuinho. Para invocá-lo é só dizer: "São Longuinho, São Longuinho, se eu achar -o objeto-, dou três pulinhos". Esta é a tradição popular. É lógico que, ao encontrar o objeto, você terá de dar três pulinhos gritando: "Achei São Longuinho, achei São Longuinho, achei São Longuinho".



Vamos conhecer uma das histórias mais bonitas entre os santos católicos. Cheia de verdades contidas nos evangelhos, e recheada com relatos e lendas, que a tornam especial.


Seu nome era Cássio e servia no exército romano. Era baixinho, tinha dificuldades físicas. Ele atuava como guarda na alta corte de Roma. Vivia nas grandes festas romanas. Por ser baixinho, ele conseguia ver tudo que caía e ficava por debaixo das mesas, devolvendo os pertences aos seus donos. Daí surgiu sua fama de sempre encontrar coisas perdidas, tradição que existe até hoje.



Cássio foi transferido para Jerusalém e passou a servir sob ordens de Poncios Pilatos. Foi designado como um centurião que tinha a missão de acompanhar todas as crucificações. Ficou conhecido como Longinos, o nome do cargo de quem segurava as lanças nos martírios. E ele participou da crucificação de Cristo. Ele tinha missão de ainda na sexta-feira quebrar as pernas do crucificado para que sua morte fosse acelerada para não chegar ao Sábado, dia sagrado para o povo judeu (Sabbath).



Porém, percebeu que Cristo estava morto. Na dúvida, ele espetou um lado do corpo de Cristo, de onde saiu sangue e água. Conta-se que o líquido que saiu do corpo de Cristo respingou sobre seus olhos e, na hora, o curou de uma grave doença ocular que tinha na época. Então, ao se certificar da morte de Cristo, reconheceu que Ele era verdadeiramente o Filho de Deus.


Longinos, ou Longuinho, então se arrependeu e se tornou cristão. Abandonou o exército romano, e sob sugestão dos apóstolos de Cristo se mudou para a região da Capadócia, hoje Turquia. Se tornou monge e converteu muitas pessoas ao cristianismo. Foi descoberto pelo governador da Capadócia e foi denunciado a Poncio Pilatos.



Poncio Pilatos enviou dois soldados para prendê-lo. Conta-se que ao chegarem na Capadócia, foram pedir informações sobre Longinho em uma casa. O morador lhes ofereceu estadia. Na saída dos soldados, o morador lhes disse que ele era Longinos e que estava "pronto para morrer".



Ele foi aprisionado e teve seus dentes arrancados e sua lingua cortada. Mesmo assim, ele continuava falando. Foi condenado a morte. O governador que o sentenciava estava cego. Longinho teria dito que logo após a sua morte ele intercederia pela sua cura de "corpo e alma". No mesmo instante que o governador acenou para que lhe cortassem a cabeça, recuperou sua visão e sua saúde. O governador então, até o final de sua vida, praticou boas ações.



Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II, no ano de 999. Conta-se que, durante o processo de sua beatificação, parte da documentação havia sido perdida. O Papa então pediu ajuda ao próprio Longuinho para que se encontrasse os documentos. Logo, tudo foi reencontrado.



Ainda há uma última curiosidade. No livro "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", publicado em 1938 por Chico Xavier (1910-2002), numa psicografia atribuída ao jornalista e escritor Humberto de Campos (1825-1891), há a tese de que o Imperador Dom Pedro II (1825-1891) teria sido a reencarnação de São Longuinho.


Como a fé é curiosa!



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