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Os 7 graus de magnitude da alma.........por Santo Agostinho

Atualizado: 15 de abr.


Representação de Santo Agostinho
Representação de Santo Agostinho

Publicado em Roma no ano de 338, o livro "Sobre a Potencialidade da Alma" escrito por Santo Agostinho (Agostinho de Hipona) foi a obra pioneira da Patrística, vertente filosófica que ocorreu no final da antiguidade e início da Idade Média, reunindo os principais padres e pensadores da época como Minúcio Felix, Tertuliano, Ambrósio (Bispo de Milão), Jerônimo, Santo Agostinho e Boécio.


Santo Agostinho conceituou os 7 graus de magnitude da alma, os quais podem ser entendidos como a evolução dos estágios que a alma passa ao longo da sua vida terrena.


Estão prontos para conhecê-los?


Vale fazer uma auto-crítica, observando se as características de cada grau são reconhecidas em você. Avalie se já aconteceram, ou estão ocorrendo, ou se você aguarda que irão ocorrer e até mesmo se você crê que não ocorrerão.


  • A alma conhece e vivifica o corpo terreno.

  • A alma mantém o corpo organizado. Ela busca sua manutenção, sua conservação, sua harmonia, sua aparência, seu crescimento e reprodução.



  • O poder da alma se relaciona com os sentidos humanos e com os movimentos corporais.

  • A alma procura o sexo oposto buscando uma vida no amor e na sociabilidade.

  • A alma acostuma-se ao meio ambiente.

  • A alma dá valor à memória, aos costumes, gostos e perigos.



  • Ocorre o sentimento do desejo. Ocorre a intenção nas coisas intencionalmente pretendidas.

  • A alma conserva tudo aquilo que já obteve.

  • A alma dá valor a arte e as técnicas que fazem o mundo grande como a pintura, a escultura, os idiomas e os livros.

  • A alma nos faz querer participar do mundo, nos sentir importante.

  • A alma faz conjecturas do futuro (como o mundo vai ser?)



  • Cresce na alma o desejo da bondade e do louvor.

  • A alma ousa a se sobrepor ao corpo e ao universo, sentindo-se muito grande, forte e potente.

  • A alma aprende a estimular sua potência e sua beleza.

  • A alma aprecia o convívio social.

  • A alma não deseja aos outros o que não quer para si.

  • Ocorre na alma muita luta contra as seduções do mundo.

  • Medo da morte.



  • A alma se sente livre de quase todas imperfeições.

  • A alma fica em estado de alegria pela evolução que teve.

  • Sente pouco medo. Pouco liga para os acontecimentos materiais.

  • A alma se recusa a fazer aquilo que acha errado.

  • A alma preza pela verdade e compreende sua grandeza.



  • A alma consegue compreender em profundidade o que ela é.

  • A alma dirige o olhar da mente de modo sereno e adequado.

  • Espírito de retidão.

  • O pensamento de afasta de todas as paixões.

  • Valor espiritual muito elevado.



  • A alma conquista seu lar.

  • A alma conquista a "alegria do bem".

  • A alma conquista sua serena eternidade.

  • É chegar à Sabedoria de Deus.


Santo Agostinha finaliza com a frase: "Somente Deus é superior à alma e somente ele deverá ser adorado".


Algo curioso para terminar o post: Santo Agostinho antes de se tornar um cristão era adepto do MANIQUEISMO, uma religião que pregava a luta incessante do BEM contra o MAL. Isto já é motivo para outro post......



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