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A FÉ PARA MATAR E MORRER. Terrorismo e o Fundamentalismo Islâmico.

Atualizado: 5 de dez. de 2023

O extremismo existe em todas as religiões. Fundamentalistas religiosos são aquelas pessoas que crêem que seu ponto de vista sobre sua religião, é o único correto. Se outros forem intolerentes a sua verdade, poderão sofrer desprezo e agressividade por parte delas.


Atentado de 11 de setermbro de 2001 ao World Trade Centrer
Atentado de 11 de setermbro de 2001 ao World Trade Centrer

Grupos fundamentalistas islâmicos como Hamas, Talibã, Fatah, Jihad Islâmica, Hesbollah e outros, se utilizam de palavras e frases contidas no Alcorão, como justificativas para guerrear e gerar terror. Muitos seguidores desses grupos se dispõem a matar e a morrer em nome de sua salvação, convencidos pela fé que possuem nessas escrituras.


Festividades do aniversário do Hamas em Gaza. Crédito: Wikimedia Commons
Festividades do aniversário do Hamas em Gaza. Crédito: Wikimedia Commons

Na verdade, os grupos extremistas interpretam alguns versículos do Alcorão como verdades absolutas, convencendo seguidores a matar e a morrer em nome da salvação. Porém, xeques (autoridades religiosas islâmica) de todo mundo afirmam que os fundamentalistas não consideram o real contexto em que o versículo é citado, e a época ao qual ele se refere. Apesar de alguns trechos do Alcorão incentivarem o uso da violência, é necessário, segundo os xeques, interpretá-los de acordo com o contexto da surata (capítulo do Alcorão), e também de acordo com a época e a divisão das escrituras. Muitos textos foram revelados por Maomé durante batalhas entre os muçulmanos e "os idólatras". Idólatra era o nome dado a todos não muçulmanos que moravam e frequentavam Meca, e que adoravam ídolos e deuses pagãos da Arábia primitiva. Mantinha-se forte comércio religioso com a venda de estátuas aos peregrinos que visitavam a Caba fazendo-os rejeitar a idéia de um Deus único (Allah) e seu profeta (Maomé).


O Alcorão e seus relatos relativos às batalhas de Maomé
O Alcorão e seus relatos relativos às batalhas de Maomé

O Islamismo é a religião que mais cresce no mundo, segundo as últimas estatísticas. A barbarie e o terror, são fruto de grupos radicais fundamentalistas, com objetivos políticos, econômicos, de dominação territorial e religiosa. Eles desejam que todo o mundo seja governado por califados e regidos pelas leis do Alcorão e da Sharia (leis e costumes de conduta islâmicos). Os fundamentalistas islâmicos acreditam que a influência ocidental é prejudicial ao islamismo. Em muitos locais os grupos fundamentalistas são apoiados por grande parte da população, e seus representantes atuam wm decisões políticas.


Para exemplificar, apresentaremos 3 versículos do Alcorão entre aqueles utilizados pelos grupos fundamentalistas como justificativas para seus atos. A fé à estas escrituras, é aquela que estimula fieis muçulmanos a cometerem assassinatos e suicídios. Logo a seguir, os comentários de dois destacados xeques, explicando o contexto e a época do conteúdo do versículo dentro do Alcorão. Os comentários foram publicados virtualmente em entrevista realizada pelo UOL/SP em 07/01/2016, com os xeques Rodrigo Rodrigues da mesquita do Parí em São Paulo, e o xeque Jihad Hammadech da WAMY (Assembléia Mundial da Juventude Islâmica)


Surata 2 - A sura da vaca - Versículo 191

Matai-os onde quer que os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos.


O xeque Hammadech explica que a origem do versículo se refere a um acordo entre os muçulmanos e os idólatras. Acordou-se que tanto os muçulmanos quanto os idólatras poderiam viajar com segurança. Porém, um grupo de idólatras mataram alguns muçulmanos. O versículo então, prevê a pena de morte para aquelas pessoas que quebraram o acordo, e não para todos não muçulmanos.


O Tratado de Hudaybiya
O Tratado de Hudaybiya

O xeque Rodrigues acrescenta que os grupos fundamentalistas usam este versículo como se fosse escrito hoje, e lembra que quem interpreta este versículo como um incentivo à violência, está em discordância com o versículo 190, que diz que o muçulmano só combate quando é agredido, não podendo ser o primeiro a agredir.


Batalha de Bahr - Luta de Maomé contra os idólatras de Meca
Batalha de Bahr - Luta de Maomé contra os idólatras de Meca

Surata 5 - A sura da mesa servida - Versículo 33

A recompensa dos que fazem guerra a Allah e a Seu Mensageiro, e se esforçam em semear a corrupção na terra, não é senão serem mortos ou serem crucificados ou terem cortadas as mãos e os pés, de lados opostos, ou serem banidos da terra. Isso lhes é ignominia, na vida terrena, e na Derradeira Vida, terão formidável castigo.


Ambos os xeques afirmam que o versículo se refere ao revide aos ataques que os muçulmanos vinham, na época, sofrendo. O xeque Rodrigues destaca que os radicais interpretam o versículo fora do contexto e o usam como justificativa para mortes.



Surata 9 - A sura do arrependimento


Versículo 3

E é uma proclamação de Allah e de Seu Mensageiro aos homens, no dia da Peregrinação maior: que Allah e Seu Mensageiro estão em rompimento com os idólatras - então, se vos voltais arrependidos, ser-vos-á melhor. E, se voltais as costas, sabei que não escapareis do castigo de Allah. E alvissara, Muhammad, aos que renegam a Fé doloroso castigo.


Versículo 5

E, quando os meses sagrados passarem, matai os idólatras, onde quer que os encontreis, e apanhai-os e sediai-os, e ficai a sua espreita, onde quer que estejam. Então, se se voltam arrependidos e cumprem a oração e concedem az-zakãh¹, deixai-lhes livre o caminho. Por certo, Allah é Perdoador, Misericordiador


O xeque Hammadeck diz que os versículos referem-se ao período de 4 meses sagrados para a peregrinação no qual se compactuou a interrupção de qualquer guerra. Após o período, o conflito poderia ser retomado a menos se houvesse conversão dos idólatras.

Ele afirma que, diferente do que se fala, os muçulmanos não estão em constante guerra com os não-muçulmanos; eles estão em paz, independente da religião do outro.


O xeque Rodrigues fiz que quando começou a guerra entre os muçulmanos e os idólatras que eram o povo de Meca, os muçulmanos já dominavam toda a Arábia. Eles teriam 4 meses para fazer um acordo, converter-se ou entregar Meca. E quem depois cedesse as armas, enfrentaria a guerra.


Finalizando:


Em árabe, o significado da palavra Islam está relacionado à Salam que significa paz. Ao contrário do que é muito noticiado, a paz é a base dessa religião. Hoje é a 2a. religião mais populosa do mundo.


Neste relato vimos que a fé pode ser usada com o intuito de provocar o mal e o terror. Oxalá todos os deuses permitam que isto não mais ocorra e nem se multiplique.


Que a fé sirva como elemento de esperança, paz, amor e carinho.






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